Como perceber sinais da discalculia em estudantes

LDificuldades em matemática podem ir além de simples falta de interesse ou esforço. A discalculia é um transtorno neurológico que compromete a compreensão numérica, interferindo diretamente no aprendizado e desenvolvimento escolar. Pais e educadores devem estar atentos a sinais específicos para garantir uma identificação precoce, facilitando intervenções que melhorem a qualidade de vida e o desempenho acadêmico dos estudantes.

 

Crianças pequenas que apresentam dificuldades incomuns para aprender a contar, distinguir quantidades ou compreender conceitos matemáticos simples, como associar números a objetos, podem apresentar sintomas iniciais da discalculia. À medida que avançam na idade escolar, esses alunos geralmente mostram maior dificuldade para memorizar a tabuada, realizar cálculos mentais ou acompanhar operações matemáticas mais complexas. Adolescentes, por sua vez, podem apresentar problemas específicos ao interpretar gráficos, calcular troco ou compreender conceitos abstratos como velocidade ou distância.

 

Segundo Letícia Dorighello, diretora pedagógica do Colégio Prígule, de São Paulo, é fundamental que os pais observem essas dificuldades desde cedo: “Reconhecer precocemente os sinais da discalculia é essencial para que a criança receba o suporte adequado, garantindo melhores resultados acadêmicos e fortalecendo sua autoestima”.

 

Outro sintoma bastante comum é o uso excessivo dos dedos para fazer cálculos simples, mesmo quando as operações são muito básicas. Muitas vezes, esses comportamentos são interpretados erroneamente como falta de atenção ou preguiça, quando na verdade são manifestações claras de uma dificuldade neurológica específica. É essencial diferenciar claramente essas dificuldades daquelas relacionadas a outros transtornos, como a dislexia, com a qual a discalculia pode estar frequentemente associada.

 

Existem diferentes formas de discalculia, cada uma afetando aspectos específicos da compreensão numérica. A discalculia verbal dificulta entender conceitos matemáticos falados, enquanto a discalculia gráfica afeta a escrita correta de números e símbolos. A discalculia ideognóstica envolve dificuldades nos cálculos mentais, e a operacional afeta diretamente a realização de operações matemáticas.

 

Profissionais especializados, como psicólogos e neuropsicólogos, são os mais indicados para realizar o diagnóstico, através de testes e avaliações que determinam as áreas específicas afetadas pelo transtorno. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhores serão os resultados das intervenções educacionais, que frequentemente utilizam recursos visuais, jogos educativos e adaptações escolares como tempo extra em provas ou divisão de problemas em etapas menores.

 

A intervenção precoce garante às crianças e adolescentes com discalculia melhores perspectivas acadêmicas e uma vida mais tranquila, especialmente ao enfrentar desafios diários como lidar com dinheiro ou resolver questões práticas envolvendo números. 

 

Para saber mais sobre discalculia, visite https://institutoneurosaber.com.br/artigos/discalculia-quando-a-dificuldade-com-a-matematica-e-um-disturbio-de-aprendizagem/ e https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/criancas/discalculia-em-criancas-o-que-e-como-identificar-e-tratar,29b36ac951352311a7200862b613bdabnjifb1at.html#google_vignette

 

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